quinta-feira, 28 de maio de 2015

Pousada dos Meninos



Vou falar sobre o hotel em que ficamos em Ouro Preto, mas confesso que quem procurou e marcou foi o Gunter. Era surpresa, né? Ficamos na “Pousada dos Meninos”.

Todas as construções de Ouro Preto são antigas. Só vi uns pequenos prédios e casas “novas” numa região beeeem afastada do centro da cidade. O nosso hotel ficava praticamente no centro, a cinco minutos da Praça Tiradentes, então a edificação era antiga, mas por dentro toda reformada. Os donos mantiveram o “ar de antigo” na decoração, mas com móveis clássicos bem bonitos. O lugar é pequeno, se não me engano, são apenas 8 quartos. Isso é ótimo, porque não tem muita gente no café da manhã hahahaha.  Falando em café da manhã, que coisa incrível! Não tinha aqueles buffets enormes, mas a variedade de bolos, pães e salgados era grande. Além de pelos menos três sabores de suco, café e leite. Tudo muito gostoso e bem servido.

A foto é do site deles. Como a pousada acomoda poucos hóspedes, o local do café da manhã é pequeno




Pão de queijo mineiro! Hummmm
Nosso quarto ficava no segundo andar. Não tem elevador, mas a escada é bem tranquila (Gunter e eu moramos no terceiro andar e não tem elevador...já estamos bem acostumados! #sqn). O quarto era super aconchegante, a cama muuuuuuito boa e grande. O Gunter ficou tão apaixonado pelos travesseiros (ok, eu também) do lugar que perguntou na recepção de onde eram hahahaha. Os travesseiros foram comprados nos Estados Unidos e são da Calvin Klein. Achei #fino. O banheiro também era bem grande e bonito.

Peguei as fotos no site deles. É desse jeitinho mesmo!
Fotos do site deles. Mas, incrivelmente, é desse jeito mesmo!!


Ficamos no “Apartamento Superior”. Peguei as informações no site deles: grande suíte com cama king-size padrão Norte-Americano, ventilador de teto, secador de cabelo, cofre, janelas anti-ruído, ar-condicionado quente/frio, frigobar, TV LCD 32” com SKY HDTV pacote completo. O secador de cabelo deles maravilhoso. Sério. Levei o meu, maaaas, esqueci que em Minas Gerais a voltagem é 110v #esperta.




"Da janela lateral do quarto de dormir". Tô musical! hahaha Essa foto é minha
No corredor do nosso quarto tinha esse móvel meio antigo com umas máquinas de fotografar analógicas e um telefone bem antigo. Tudo muito legal.

A pessoa empolgada com o telefone antigo!

Ahhhhhhh, sempre quis uma polaroid.
Foto básica no espelho

Fotos do site deles
A pousada conta ainda com uma sala com alguns livros e revistas e também um computador com acesso à internet. Tem Wi-Fi nos quartos.

O valor da diária foi bem salgado, R$800 para os dois dias. Aliás, nada é barato em Ouro Preto. Tem que ir preparado para gastar sempre, no mínimo, R$100 no almoço e no jantar para duas pessoas.

Pousada dos Meninos: Rua do Aleijadinho, 89 – Ouro Preto.

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Oh, Minas Gerais, quem te conhece não esquece jamais

Viajar é sempre bom. Nem que seja uma viagem de dois, três dias. Pensando nisso, Gunter eu sempre tentamos viajar para descansar e esquecer a correria do dia-a-dia. Ok, ainda não fizemos muitas viagens nesses oito meses de casados. Mas a ideia é sempre dar uma fugidinha quando possível.

Também tenho que confessar que o Gunter é sempre mais empolgado do que eu pra viajar. Quando ele decide que vai viajar...ele vai! Eu não! Eu sempre tenho mil impedimentos, planejamentos.

Nossa última viagem foi para Ouro Preto, em Minas Gerais. Muita gente estranhou quando dissemos o destino da nossa viagem. Nós dois temos uma quedinha por cidades antigas, cidades com cara de interior. Tanto é que já estamos pensando em conhecer Goiás Velho, em Goiás.

Enfim, vamos deixar de enrolação e falar sobre Ouro Preto!

Passamos dois dias lá, então vou dividir em Dia 01 e Dia 02.


A cidade é muito linda e fofa. Eu, que sou de Brasília, cidade moderna com 55 anos, fiquei admirada ao chegar nessa cidade mineira de 317 anos de idade (não se sabe ao certo se a cidade foi fundada em 1693 ou 1698). É impossível não entrar naquele clima de cidade de época.   

Ladeira básica. Acredite, tem ladeiras piores.

Dia 01:

Assim que chegamos, deixamos nossas coisas no hotel (vou falar depois sobre nosso hotel) e fomos almoçar no restaurante Casa dos Contos. Claro que a gente teve que subir uma ladeira enooorme (deixamos o carro no hotel e só andamos a pé pela cidade). Mas valeu a pena. O restaurante não é muito grande, mas a estrutura e a decoração é muito legal. Ele é meio rústico e a comida é tipicamente mineira. Eles cobram uns R$30 e você come à vontade, inclusive a sobremesa. Nossa, comi muito doce leite!!!





Não tenho fotos das comidas, mas era tipicamente a culinária mineira. Arroz, feijão tropeiro, tutu, galinha cozida, couve, toucinho etc. Mas, claro, tenho fotos das sobremesas.

Foto bonita dos pratos pós-comida! #sqn. Olha as garrafas de água. Depois de subir a ladeira pra chegar ao restaurante, a primeira coisa que pedimos foi água.

Esse pratinho é meu! #vergonha. Confesso que eu repeti. Esse doce de leite estava maravilhoso.


                            Antes e depois de experimentar a cachaça oferecida no restaurante. 


Depois de comer, hora de fazer a digestão subindo mais algumas ladeiras #normal. De lá fomos para o centro da cidade, onde conhecemos o Museu de Ciência e Tecnologia da Escola de Minas. Antes de entrar pensei que seria bem chato...Ledo engano. O museu é muito interessante. Não é permitido tirar foto lá dentro e tem que pagar para entrar. Se não me engano, a entrada inteira é R$6. Lá, eles apresentam a coleção de equipamentos utilizados em aulas e na prática de mineração, geologia e metalurgia. Conta com as alas de astronomia, desenho, eletrotécnica, história natural, metalurgia, mineração, mineralogia, siderurgia e topografia. Mas o mais legal mesmo é a exposição de pedras preciosas. Tem gemas do mundo inteiro, uma mais linda do que a outra. A visita vale muito a pena.


A fachada do Museu Escola de Minas.


Na entrada do Museu, dá para tirar umas fotos legais do centro da cidade.

Depois ainda demos uma volta rápida pelo centro, entramos em algumas lojas, visitamos a fachada de algumas igrejas. A gente estava sem dinheiro vivo, então não dava para entrar em nenhuma igreja. Todas elas cobram a entrada. Não tem um valor fixo, mas gira em torno dos R$ 5 e R$10.

A Praça Tiradentes. Aí no centro fica cheio de guias turísticos. 












Olha as plaquinhas “antigas” das lojas.
 

Quase esqueci...

Nesse dia visitamos também um café próximo à Praça Tiradentes. O ambiente era super agradável, a decoração bem bonita e o chocolate quente maravilhoso. O Gunter inventou de pedir um café com sorvete. Se arrependeu e pediu um chocolate quente também.


Dia 02:

O segundo dia foi bem intenso. Acordamos cedo e fomos para estação, onde iríamos pegar um trem para Mariana. A ideia era comprar o ticket para o trem das 10h, mas chegamos lá por volta das 9h30 e a fila já estava enorme e o trem, cheio. Compramos então o ticket para o trem das 14h e resolvemos conhecer mais a cidade de Ouro Preto.

A estação é 1889! São 126 anos.

Estação de trem de Ouro Preto.

Praça ao lado da estação.
 Essa é uma das igrejas mais lindas da cidade, A Matriz de Nossa Senhora do Pilar, padroeira de Ouro Preto. É impossível não ficar impressionado com todo o ouro usado na decoração da igreja. É muito ouro. Por fora, é bem simples, característica comum de toda construção no estilo barroco. Já o interior é um encanto. Conta-se que nesta igreja foram usados nada menos do que 400 quilos de ouro. No subsolo, encontra-se o Museu de Arte Sacra do Pilar, que reúne milhares de peças como pratarias, vestimentas e imagens religiosas. Pagamos R$10 para entrar e não é permitido fotografar lá dentro.

Gente, essa igreja é linda!


Mais uma igreja. Nesta estava acontecendo um casamento na hora que chegamos, então, não entramos.




No sábado também conhecemos o Museu da Inconfidência. Um dos lugares mais legais. O museu é enorme, tem dois andares. O local é dedicado à preservação da memória da Inconfidência Mineira (1789), movimento pela Independência do Brasil baseado na Independência Americana e também oferece um rico painel da sociedade e cultura mineiras no período do ciclo do ouro e dos diamantes no século XVIII, incluindo obras de Manuel da Costa Ataíde e Aleijadinho. Eu amei ver as obras do Aleijadinho. São muito ricas em detalhes. Pagamos R$3, se não me engano, para entrar. Também não é permitido tirar fotos.



Nesse dia, almoçamos no Restaurante Casa do Ouvidor. É muito bom! O clima super agradável, a decoração muito bonita e o atendimento muito bom.




Eu escolhi um talharim ao molho bolonhesa e o Gunter, um bife de picanha com arroz, batata- frita e farofa de ovo. Tudo delícia!


À tarde, pegamos o trem para Mariana. Pagamos R$30 pelo ticket. Esse valor é da meia-entrada para o vagão panorâmico. Eles aceitam cartão de crédito/débito. A viagem de trem é muuuuito legal. São 15km em uma hora. A paisagem é linda.




O trem é administrado pela Vale. Inaugurado em 2005, o projeto pôs novamente em circulação a tradicional locomotiva a vapor Maria-Fumaça, revitalizando 18 quilômetros de trecho ferroviário das estações Ouro Preto, Mariana, Vitorino Dias e Passagem de Mariana.




Chegamos a Mariana umas 15h. O comércio já estava fechado, porque era sábado. Decidimos então conhecer o centro histórico e pegar logo o ônibus de volta para Ouro Preto, já que no meio do caminho iríamos parar para conhecer uma mina. Mariana é uma coisa fofa! 



Entramos na igreja Nossa Senhora do Carmo! Cobraram R$2 pela entrada. É uma igreja mais simples, mas muito linda também.


Nessa igreja podíamos fotografar!! É essa da esquerda.







Voltamos de ônibus. A passagem foi R$3. Mas, no meio do caminho, descemos para conhecer A Mina da Passagem. Ela fica entre Ouro Preto e Mariana. Segundo a guia, essa é a maior mina de ouro do mundo aberta para visitação pública. Vale muuuuito a pena fazer esse passeio. É muito interessante, embora dê um pouco de aflição pensar quantas pessoas morreram dentro desse lugar.
O passeio custa R$40. É caro! Mas vale a pena.
A gente desce 120 metros de carrinho trolley. É um pouco assustador...Mas dá tudo certo no final.



 Desde a sua fundação no início do século XVIII, foram retiradas aproximadamente 35 toneladas de ouro.


Após atingir o lençol freático, a água ocupou parte das galerias abertas para a lavra do ouro. Quem tem certificado de mergulho em caverna pode mergulhar lá.